chapecoense-2017-logo-A07ED0FDC9-seeklogo.com

 

O amistoso da Chapecoense com o Palmeiras, neste sábado, na Arena Condá, terá uma parada a mais durante os 90 minutos do que somente o intervalo, na metade do tempo regulamentar. O árbitro Héber Roberto Lopes vai interromper o andamento aos 26 do segundo tempo, que corresponde ao 71º minuto jogado, em um dos atos de homenagens às 71 vítimas do desastre aéreo com a equipe catarinense em novembro do ano passado.
Pela planejamento da Chapecoense, o sistema de som vai ecoar o tradicional canto “Vamos, vamos, Chape” para cativar o torcedor durante a interrupção e homenagear os falecidos na queda do avião na Colômbia. O intuito é fazer o ato se fixar pelos jogos restantes da equipe como mandante, com a diferença que neste sábado, por ser um amistoso, o jogo será paralisado pelo árbitro por um minuto.

O departamento de marketing do clube cuidou de incrementar a decoração do estádio. Na entrada para a partida os torcedores vão receber 10 mil escudos e 10 mil estrelas de papel. As organizadas da Chapecoense vão exibir um mosaico de 10 m² ara estampar a nova estrela, símbolo da conquista da Copa Sul-Americana do ano passado.

Pelo feito, aliás, haverá uma cerimônia antes do apito inicial. As famílias das vítimas e os sobreviventes vão participar da cerimônia de premiação, com medalhas e a entrega da taça. O novo elenco, formado por mais de 20 jogadores contratados, vai entrar em campo junto com garotos das categorias de base e será apresentado à torcida.

COMOÇÃO

Convidado ilustre da festa, o Palmeiras chegou à cidade catarinense nesta sexta-feira à tarde. O clube foi o último adversário da Chapecoense antes de a delegação embarcar na viagem que acabou em tragédia na Colômbia. O departamento de futebol do clube paulista foi quem idealizou o amistoso, que terá a renda revertida para a equipe catarinense.

“É inegável que antes de a bola rolar vai ter um clima de comoção. Vamos ter um momento de emoção muito forte. Mas a partir do apito inicial vamos buscar a vitória, sermos competitivos. É preciso saber separar esses dois diferentes momentos”, explicou nesta sexta o gerente de futebol do Palmeiras, Cícero Souza.

 

Fonte: superesportes.com.br/