A Secretaria Municipal de saúde, realizou na manhã da última quarta-feira(25) a Campanha Julho Amarelo.

A ação contou com a participação da Equipe da Atenção Básica, Estratégia de Saúde da Família e NASF.
Foram oferecidos testes rápidos para Hepatite B e C, Sífilis e HIV.

A Campanha foi coordenada pela Enfermeira Aline Brito Graia.

“Esta campanha visa conscientizar sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento das Hepatites virais.”, Afirmou a Enfermeira Aline Brito Graia.

Ainda Segundo a Enfermeira também é possível participar desta Campanha, fazendo os testes na UBS II de segunda a sexta até o dia 31/07 no período da manhã.

Saiba Mais Sobre a Campanha Julho Amarelo:

Em 2010, foi instituído pela Organização Mundial da Saúde, o Dia Mundial de Luta contra as
Hepatites Virais a ser comemorado em 28 de Julho.

As hepatites virais são doenças provocadas por diferentes vírus que apresentam características
distintas (A,B,C,D e E). Possuem distribuição universal e existem diferenças territoriais na ocorrência e magnitude destas de acordo com o agente etiológico e o tipo de exposição das pessoas aos vírus.

O “Julho Amarelo” visa conscientizar sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e do
tratamento das Hepatites Virais.
As hepatites A e B podem ser prevenidas por vacinação. Existe cura para hepatite C e tratamento
para hepatite B. Até o momento, não há vacina para a hepatite C.

Informações sobre a doença

Estima-se que cerca de 71 milhões de pessoas estejam infectadas pelo vírus da hepatite C em
todo o mundo e que cerca de 400 mil vão a óbito todo ano, devido a complicações desta doença,
principalmente por cirrose e carcinoma hepatocelular.

O Ministério da Saúde estima que 0,7% da população, entre 15 e 69 anos, no Brasil teve contato
com o vírus da hepatite C. O que corresponde a aproximadamente 1 milhão de pessoas. Desses, estimase que quase 700.000 pessoas tenham a doença e necessitam de acompanhamento e tratamento.

Os mecanismos conhecidos para a transmissão dessa infecção são os seguintes:

• Transfusão de sangue e uso de drogas injetáveis: o mecanismo mais eficiente para transmissão
desse vírus é pelo contato com sangue contaminado. Desta forma, as pessoas com maior risco de terem sido infectadas são:

a) que receberam transfusão de sangue e/ou derivados, sobretudo para aqueles que utiliza ram
estes produtos antes do ano de 1993, época em que foram instituídos os testes de triagem obrigatórios para o vírus C nos bancos de sangue em nosso meio;

b) que compartilharam ou compartilham agulhas ou seringas contaminadas por esse vírus como
usuários de drogas injetáveis.

• Hemodiálise: alguns fatores aumentam o risco de aquisição de hepatite C por meio de hemodiálise, tais como desinfecção inadequada de todos os instrumentos e superfícies ambientais.

• Acupuntura, piercings, tatuagem, manicures, barbearia, instrumentos cirúrgicos: qualquer
procedimento que envolva sangue pode servir de mecanismo de transmissão desse vírus, quando os
instrumentos utilizados não forem devidamente limpos e esterilizados. Isto é válido para tratamentos odontológicos, pequenas ou grandes cirurgias, acupuntura, piercings, tatuagens ou mesmo procedimentos realizados em barbearias e manicures.

•A prática do uso de droga inalada com compartilhamento de canudo também pode veicular
sangue pela escarificação de mucosa.

• Relacionamento sexual: esse não é um mecanismo freqüente de transmissão, a não ser em
condições especiais. Estudos publicados na literatura científica mostram uma variabilidade de 0-3% de transmissão sexual do HCV na população geral, sem fatores de risco para Infecções Sexualmente transmissíveis. Pessoas com múltiplos parceiros ou que tenham outras doenças de transmissão sexual (como a infecção pelo HIV) têm um risco maior de adquirir e transmitir essa infecção. O relacionamento sexual anal desprotegido também aumenta o risco de transmissão desse vírus, provavelmente por microtraumatismos e passagem de sangue. No sêmen, o vírus foi encontrado em concentrações muito baixas e de forma inconstante, não suficiente para manter a cadeia de transmissão e manter a disseminação da doença.

• Transmissão vertical e aleitamento materno: a transmissão do vírus da hepatite C durante a
gestação ocorre em menos de 5% dos recém-nascidos de gestantes infectadas por esse vírus. O risco de transmissão aumenta quando a mãe é também infectada pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana). A transmissão do HCV pelo aleitamento materno não está comprovada.

• Acidente ocupacional: o vírus da hepatite C (HCV) só é transmitido de forma eficiente por meio
do sangue. A incidência média de soroconversão, após exposição percutânea com sangue sabidamente infectado pelo HCV é de 1,8% (variando de 0 a 7%). O risco de transmissão em exposições a outros materiais biológicos, que não o sangue, não é quantificado, mas considera-se que seja muito baixo.

Nenhum caso de contaminação envolvendo pele não-íntegra foi publicado na literatura.
• Transplante de órgãos e tecidos: o vírus HCV pode ser transmitido de uma pessoa portadora
para outra receptora do órgão contaminado.

Em cerca de 10 a 30% dos casos dessa infecção, não é possível definir qual o mecanismo de
transmissão envolvido.

Atividades no Jullho Amarelo

Nesse ano, a proposta do Programa Estadual de Hepatites Virais- CVE-CCD- SES-SP para o Julho
Amarelo envolve intensificação da testagem para hepatite C com foco nos maiores de 40 anos, bem
como aconselhamento para todos e, nos casos positivos o encaminhamento para realização de exames complementares e tratamento se indicado.

O grande desafio, principalmente nessa população, é o diagnóstico da doença. Por ser uma
doença de longa evolução e que, geralmente, não apresenta sintomas, essas pessoas podem ter se
contaminado no passado e não sabem que têm o vírus. Porém, a infecção pode evoluir para formas mais graves como a cirrose ou o câncer hepático. Por isso a recomendação de realização do teste para hepatite C pelo menos uma vez na vida, com o objetivo de diagnosticar e tratar o mais precocemente.

Várias atividades acontecerão no Estado de São Paulo para comemorar o Julho Amarelo
O Programa Estadual de Hepatites Virais do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da
Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) da Secretaria de Estado da Saúde (SES)- SP propôs aos municípios a intensificação da testagem para hepatite C em maiores de 40 anos no período de 16 a 31 de julho de 2018. Além de facilitar o acesso à testagem, o objetivo é divulgar o tema à população em geral.

Em todo Estado, 327 municípios aderiram a essa iniciativa.