Pelo segundo ano consecutivo, o município de Nova Independência foi aclamado como um dos governos municipais mais bem administrados do país, superando (e muito) outras grandes cidades da região como Andradina e até mesmo Araçatuba.
Esta afirmação é baseada nos dados mais recentes divulgados pelo Índice FIRJAN de Gestão Fiscal (IFGF) – um estudo anual construído com base em estatísticas financeiras oficias, que são disponibilizada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), um órgão oficial do Ministério da Economia do Brasil.
De acordo com análise completa feita pelo órgão sobre a gestão fiscal de 5.337 municípios brasileiros, Nova Independência é simplesmente a 483ª cidade mais bem administrada do país. No cenário Estadual, o desempenho é igualmente impressionante: o Município ocupa a 78ª posição e, na região, é, pelo segundo ano consecutivo, a 1ª no ranking de Boa Gestão Fiscal entre as 08 cidades analisadas por nossa reportagem.
Uma análise minuciosa dos dados divulgados, revela que a grande maioria destas 08 cidades, apresenta dificuldade principalmente para iniciar Novos Investimentos. Em contrapartida, elas também demonstram estar em dificuldades, em parte, devido aos gastos elevados com a folha de pagamento do funcionalismo público e a baixa liquidez de seus Municípios. Estes também são problemas encontrados em Nova Independência, mas lá, os índices apurados nos anos de 2016 e 2017, indicam que a Administração está contornando o problema.
A boa gestão do Município independentino favoreceu a prefeita Thauana Duarte naquela que é apontada como a maior dificuldade das prefeituras analisadas nesta reportagem: a capacidade de realizar Novos Investimentos. Neste quesito, Nova Independência é a única cidade dentre as 08 estudadas por nossa reportagem a registrar Excelência na gestão, com índice de 0,95. De acordo com os critérios do Firjan, apenas as cidades com índice superior a 0,8 em qualquer quesito são consideradas Excelentes no mesmo.
“O desafio de todo e qualquer administrador público, independente do tamanho ou da arrecadação de seu Município, é gerenciar o dinheiro do contribuinte com perspicácia, priorizando Educação e Saúde, sem deixar de lado o bem estar, o lazer, a cultura e condições dignas de trabalho para os servidores. Felizmente conseguimos introduzir um sistema administrativo enxuto e eficiente que tem nos possibilitado manter os investimentos sem comprometer a qualidade dos serviços prestados à população. Este resultado positivo, pelo segundo ano seguido, mostra que estamos no caminho certo e que Nova Independência encontrou seu rumo junto ao progresso e à estabilidade”, comentou Thauana em entrevista exclusiva à nossa reportagem.

PEREIRA BARRETO – Com o segundo melhor desempenho regional, a Estância Turística de Pereira Barreto atingiu o índice 0,66. A análise dos dados disponíveis indica que o rigoroso controle nos gastos com pessoal é o principal responsável pelo sucesso obtido na gestão do prefeito Joãozinho. Desde que assumiu o Governo do Município, ele iniciou uma rápida recuperação neste aspecto, elevando a eficiência no controle dos gastos com a folha de pagamentos dos servidores públicos, que deixou o índice preocupante de 0,55 em 2016, para alcançar 0,63 em 2017 e impressionantes 0,72 em 2018.
Pereira Barreto aparece à frente até mesmo de outros municípios que dispõem de muito mais recursos financeiros e capacidade de investimento, como Cubatão, Jundiaí, São Caetano do Sul, São Roque, Jales, Fernandópolis, dentre outros.
Em Nota divulgada pela sua Assessoria de Comunicação nesta quarta-feira (06), o prefeito Joãozinho comentou os resultados do Índice FIRJAN de Gestão Fiscal:
“quando assumimos, percebemos as dificuldades que os pequenos municípios têm para obter recursos, tendo tantas responsabilidades. Mesmo em situação de crise que o país passa, conseguimos administrar de forma eficiente, cortar custos que fazem diferença no orçamento, conseguir destinar um pouco mais de recursos, usar de outras medidas políticas para arrecadar mais e nos adaptar ao cenário da queda das receitas oriundas dos Governos Federal e Estadual”, salientou.

LANTERNINHAS – Enquanto a maioria das cidades da região se esforçam para contornar a crise que assola o país e buscam novas estratégias de gestão e captação de recursos para viabilizar investimentos, Itapura e Murutinga do Sul seguem na contramão da história com os dois piores índices registrados no estudo Firjan. A terra do Palácio Imperial, por exemplo, além de não contar com recursos para novos investimentos significativos, continua a gastar mais do que devia com a folha de pagamento do funcionalismo público municipal. Os índices apontam nível crítico neste quesito nos três últimos anos analisados: 0,22 em 2016, 0,41 em 2017 e um declínio considerável para 0,39 em 2018. Não é à toa que o município ocupa a 496ª posição no ranking das 645 cidades paulistas.
Apenas Murutinga do Sul conseguiu obter índice ainda mais baixo que Itapura, aproximando-se muito de ser a cidade com a pior gestão fiscal do Estado de São Paulo (631ª posição entre 645 municípios). A cidade apresenta nível crítico de gerenciamento em todos os quesitos avaliados pelo Firjan, registrando uma involução acentuada nos três últimos anos do estudo: 0,28 em 2016, 0,06 em 2017 e lamentáveis 0,03 no ano de 2018.

Confira a lista completa e o desempenho de cada uma das oito cidades analisadas por nossa reportagem e, caso tenha curiosidade para pesquisar e comparar o gerenciamento de outros municípios, acesse o link que disponibilizamos em anexo imagem contendo tabela.

FONTE: https://www.firjan.com.br/ifgf/consulta-ao-indice/ (Base de dados: 2018)

Por: Marco Apolinário